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Vento e Nostalgia...Partidas Um
vento fino e sem hora, soprando
cidade afora, chega
de longe, do cais. Bate
do lado de fora e
com muita intimidade entra
de pronto, sem mais. Vem
no meio da madrugada e
como se fosse de casa, me
desperta e além vai. Vem
sem dizer a que vem; junto
um apito de trem, vai
soando tão profundo, que
até dói no coração. Tristes
apitos dos trens velhos
sons de nostalgia, que
falam de vais e de vens, na
beira do velho cais. Um
longo apito de trem traz
saudades tão antigas de
gentes que não vêm mais. Saudades
de tios e de avós e
ainda mais de meus pais. Saudades
do Campo Grande e
do Bosque que foi num zás. Saudades
que fazem porto, e
teimam tanto em calar, talvez
queiram me dizer, que
a velha alma cigana já
se apresta pra voltar. Carlos
Gama. 7/6/2009 02:58:41
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Este
texto foi um dos premiados no ano de 2009, na última edição do Concurso
"Poesia da Terceira Idade", promovido pela Câmara Municipal
de Santos. Melodia de fundo "You Are My Destiny" - Ao piano, Ernesto Cortazar
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