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O concunhado não vai nada bem; ela sabe. Em razão disso, ligou para a casa da cunhada, para ter notícias. Quem atendeu o telefone foi o Rui.
Perguntado sobre o estado de Bentinho, apenas exclama: "está morrendo " !
Dona Ondina se apresta velozmente, e a filha mais nova também. Enquanto a mãe termina de se arrumar para a viagem a São Paulo, Dinoca liga para o Quintino e pede-lhe que olhe as crianças. Algum tempo
depois vão as duas, serra acima.
Quando o motorista para em frente ao endereço indicado, têm certeza de que estão no lugar certo. Nos dizeres da filha: "caía gente pela sacada do apartamento" !
Sobem; chegando à moradia, na sala cheia, cumprimentam os presentes de maneira geral. Com Dona Ondina à frente, irrompem pelo corredor.
Logo deparam com Luiz, o genro, que vem em sentido contrário ao delas, e a matriarca logo indaga : "Aonde está o corpo" ?.
A filha dela não sabe dizer se ele terá entendido mal ou, apenas, não quis levar o assunto adiante.
- No fundo do corredor, a última porta à direita - responde ele.
E lá se vai intempestivamente, a senhora, levando consigo a filha.
Bate à porta e entram. Cumprimentam a todos os que rodeiam a cama; alguns primos, duas das filhas e a cunhada viúva. E por ali permanecem circunspetas, em oração.
Naquele silêncio sepulcral, depois de algum tempo, Dona Ondina já cansada da viagem e do silêncio, vai levemente passeando os dedos pela peça de linho à sua frente, no extremo da cama, até que encontra os pés quentes do "defunto".
Um susto brutal ao descobrir que o "ele" estava vivo.
Ainda hoje, diz a Dinoca:
"Minha sorte foi não ter tido oportunidade de dar os pêsames !"
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