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Como dizia o Velho
Guerreiro: "Quem não se comunica se trumbica"
É por
isso que tentamos fazer os nossos concidadãos tomarem conhecimento
das chicanas a que somos submetidos em nosso silêncio covarde e
comodista.
A TIM, as Outras e a Casa
de Mãe Joana
Oferecem-te
o mais simples, de acordo com tuas posses: um telefone em dez prestações,
sem juros, e com a opção de ser pré-pago. Compras os créditos,
deves usá-los dentro de um período pré-determinado. De qualquer
forma, ao cabo de algum tempo descobres que os tais créditos te
escorrem pelos vãos dos dedos, como água, mesmo que não os uses na
mesma proporção. Esperneias, reclamas, mas quem deveria
ouvir-te é surdo, por conveniência do cargo e da moral.
Resolves "migrar" mas ao fim descobres que todo aquele que
migra é tratado como escória, em qualquer hipótese. A única exceção
à regra é a do migrante estrangeiro que vem para o Brasil.
A proposta de migração para um plano pós-pago (aquele em que usas e
pagas pelo uso feito, dentro de um valor mínimo, que, se não usares
perdes).
É o mesmo contato que tens com a agiotagem instituída: os bancos,
onde só te "ferras" (para não usar termo mais claro e
vulgar).
O funcionário que o atende explana claramente o custo do minuto,
dentro da nova modalidade. Apenas R$ 0,69 (sessenta e nove centavos...
bem, não haveria número mais expressivo, se a coisa atendesse ao
interesse dos dois lados), por minuto de uso. Não lhe explica, porém,
que estás fazendo uma assinatura, por um ano, sem direito a desistência
(exceto se pagar a multa contratual... as letras do contrato, de tão
diminutas, não se as lê nem com lente de aumento e isto é
verdadeiro e comprovável em qualquer ponto de vendas da TIM), mas
voltemos ao assunto base. Assinas um contrato, por um ano, para
efetuar o pagamento de R$ 29,90 e tens o direito de falares 12
minutos, por esse preço. Ou seja, a tarifa é de R$ 2,49 por minuto.
Depois que falares toda essa fartura de doze minutos no mês, aí sim
vais pagar uma tarifa menos ladra, por minuto e pagarás por isso, à
parte.
Isto parece conversa de porta de prostíbulo!
Mas, afinal de contas, estamos na Casa da Mãe Joana ou no Puteiro da
Candinha e "eles", os cafetões nos tratam (usando da
teoria do velho e chulo ditado), como se fôssemos bêbados.
Isso tudo por conta do mais puro desmazelo e sem-vergonhice de quem
deveria cuidar da coisa, mas ao invés disto cuida de suas próprias
"coisas" e interesses.
É por isto que chamam a determinadas atividades, de exploração de
serviços públicos.
Mas, diga-me lá, oh patrício, (E tudo o que vos relato é de fato,
pois não estou cá a coscuvilhar) se o que por cá acontece, é só
por sacanagem ou será um velho vício?
*
Carlos Gama, um cidadão inconformado com o roubo (isso mesmo,
roubo, porque somos sujeitados pela força das armas que eles
empunham: a nossa necessidade, a conivência entre os pseudo
concorrentes, o descompromisso deles e a inépcia do poder público,
em todos os níveis e setores) a que somos submetidos.
Ah!
faltou contar mais esta:
Ao
inserires os créditos procuras saber o saldo e ele é de R$ 1,23 (um
real e vinte e três centavos), colocas os R$ 25,00 (vinte e
cinco reais que acabastes de adquirir) e consultas novamente: "O
seu saldo é de R$ 25,23 (vinte e cinco reais e vinte e três
centavos). Roubaram-te R$ 1,00 (um real) só para inserires os
tais créditos (afinal, são créditos ou débitos?)
Que
se manifeste a ANATEL. Que alguém (que tenha competência, vontade e
sobreviva do erário público) faça cumprirem o disposto no CDC
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