|
Surripio
As placas que mencionam os preços das passagens, e a formação de seu custo, ficam afixadas em locais pouco visíveis, tendo o tamanho das letras e dos números, quase fora do alcance da visão normal. O que deveria ocorrer seria a colocação de um cartaz mencionando o valor final da passagem, sem a farsa da menção de um segundo seguro (optativo)., para que o cidadão soubesse, exatamente, quanto deveria pagar. Porém, o que ocorre é o contrário, é a dificultação do conhecimento para facilitar o golpe. Ao resultado final do ato (a essa prática), costumava-se chamar de golpe do “violino”: o velho meio a meio. Tudo isso para auxiliar na prática da burla contra o usuário, que chega ao guichê e mal tem tempo de verificar o preço da passagem, recebe o troco e, em geral, o aviso de que o ônibus já vai partir. Somente no meio do caminho ou já na plataforma vai perceber que o troco é sempre a menor e que pagou, inclusive, por um seguro do qual nem recebeu o comprovante. Daí, resta a dúvida: voltar para reclamar e se arriscar a perder o ônibus, ou silenciar a sua revolta? Essa é, também, uma forma de crime organizado. Em resumo: Nos guichês das empresas de ônibus interurbanos o surrupiar é tão descarado, quão desavergonhada é, a proposital ausência de fiscalização.
-Haverá fiscalização? -Sim, quando DER!
|
||||||||
|
|
||||||||
|
|
||||||||
|
|
||||||||