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Resolvendo
o Problema Foi
durante a premiação do campeonato interno de tamboréu do clube Bela
Vista, no ano de 1999. Foi o último campeonato interno. Creio eu, que pela dificuldade em se formar as duplas, na base do sorteio. A diferença de idade entre o pessoal era extrema - o mais novo contava dez anos de idade e o mais “antigo”, oitenta e dois - e isso dificultava, muito, a competição e gerava desagrado a alguns, quando o sorteio não os favorecia. É
muito natural e humano esse comportamento. Ou
terá sido por culpa do Magrão? Bem,
não sei a verdadeira razão mas, com toda a certeza, foi o primeiro e
último campeonato interno de tamboréu, em nosso clube. O
presidente, seu Moacir, hoje falecido, era quem ia colocando as medalhas
no peito dos premiados. Chamava
cada um, pelo nome, e quando este se aproximava, ele colocava em seu
pescoço a fita azul e branca, contendo a medalha correspondente à
colocação. Sim,
uma fita azul e branca! São as cores do nosso clube de tamboréu,
“Bela Vista Tamboréu Clube”, que neste mês de dezembro vai
completar cinqüenta anos. A
premiação transcorria em ritmo alegre e entre as naturais brincadeiras
porque, apesar da idade, ali são todos moleques. Quando
chegou a vez do seu Valdir, surge um impasse insolúvel: a falta do
pescoço. Ele tem a cabeça assentada, diretamente sobre os ombros e,
pescoço ele conhece de ouvir falar, apenas. Bagunça generalizada! Muito riso e gargalhada, depois que a festividade foi salva pela presença de espírito do Magrão que, com o dedo médio em riste, ajudou-o a receber a premiação. É esse o jeito do Magrão! Incapaz de cometer um ato de maldade mas, quando a ocasião permite, é brincalhão e extremamente irreverente.
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| Carlos Gama. "www.suacara.com" |
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22 de março de 2002 – 15:41 h |
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