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Reserva de Mercado Determinadas práticas vêm sendo tratadas, desde tempos imemoriais, como abomináveis, sempre proibidas mas, jamais coibidas pelas normas que as disciplinam. Até bem pouco tempo pensava-se que estas ocorrências eram fruto daquilo que poder-se-ia chamar de "falso moralismo" mas percebe-se, hoje em dia, que elas nada mais são que uma "reserva de mercado". Destas, a prostituição talvez seja a mais antiga mas, continua existindo, à margem da lei; continua a gerar proveitos de toda a ordem, àqueles que a exploram, em todos os níveis sociais. O mesmo ocorre com o jogo clandestino, com alguns tipos de "hotelaria" e outras tantas práticas semelhantes. Assim ficou demonstrado, também, em relação à proibição temporária a respeito de bebidas alcoólicas nos Estados Unidos na década de trinta. A "Lei Seca", que nada mais fez que aumentar o índice de criminalidade e de corrupção sem, contudo inibir o consumo. Ocasionou, na realidade, um imenso dano moral e econômico, para o país. Assim, também, está ocorrendo em relação às chamadas substâncias tóxicas; responsáveis diretas pela maioria dos males que acometem a humanidade neste final de século. Problema sério, que falsamente fingimos não enxergar, para não termos que discutir e enfrentar esse grande mal. Na realidade, não estaremos sendo levados a, em nome de falsas verdades, manter uma reserva de mercado também em relação aos tóxicos? É urgente a necessidade de discutirmos aberta e honestamente a liberação controlada de determinadas práticas que são “proibidas” e jamais coibidas. Carlos Gama.www.suacara.com
15/9/99.
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