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É
triste, muito triste, vermos as nossas esperanças, os nossos
sonhos à beira do abismo, prestes a despencarem. Resta-nos
sempre, porém, a esperança derradeira de que os culpados
apareçam, que o equilíbrio se restabeleça, que os princípios
morais e a ordem sejam mantidos, calando de vez a vociferação
irresponsável de alguns que, com a cara mais deslavada, pregam
o caos como se, durante suas vidas "públicas"
houvessem conseguido manter as mãos limpas, longe dos conchavos
e da imundície que permeia, infelizmente, nossas Casas
Legislativas. Casas que abrigam gente impoluta, mas que abrigam
também seres abjetos que não conseguem, em hipótese alguma,
dissociar a vida pública,
da privada.
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