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Fantochada Natalina
O
que deveria ser e o que é a comemoração do Natal. O
que deveria ser, a maioria nem sabe ou pouco se importa e, talvez nem
valha a pena explicar, mas o que é, todos sabemos, todos nos acostumamos. É
o dia de troca de presentes, dia da maioria beber como gambás e de comer
como porcos, sem se importar se alguém bate à porta ou está faminto e
sozinho; esta é a realidade. Neste
dia eu abraço os “meus” e os que estão próximos, porque todos
esperam que assim o seja, mas não desejo nada na base do fingimento,
porque eu comemoro alguns dos ensinamentos do Mestre, todos os dias, em
minhas orações e ninguém de pele e osso sabe ou precisa saber disto, a
ninguém interessa por quem oro ou deixo de orar, pois é questão
pessoal, é coisa do meu interior. Assim
é com a religião, que não professo, porque a palavra fala de religar,
de conexão com o Divino e não será entre grupos, comungando com os
“escolhidos”, com os “sábios” ou com os “delegados” da Divina
Autoridade, que irei me aproximar da Verdade, porque Ela está dentro de
cada um de nós, bastando conseguir (não será desta vez) descortiná-la.
Entretanto as religiões são muito úteis, especialmente em sua
finalidade maior, que é incutir respeito pelo próximo através do temor
do desconhecido, da reverência a uma Autoridade intangível que, no
entanto, é descaradamente explorada pelos falsos profetas, pelos
vendedores de perdões e de outras facilidades, ao preço vil das moedas
terrenas. Que
Deus os perdoe! Carlos
Gama. 20/12/2008
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