Nos Limites da Goela

 

 

 

Falando de CPI,

olha eu chegando aí!

Sou eu, a alma do povo

esperando por algo novo.

 

 

Aqui vou eu, meu compadre,

em linguajar sem remendo,

falando até pra comadre,

das coisas que estão fedendo:

 

 

Bandalheira,

ladroagem,

roubalheira,

 e bandidagem.

 

 

Era tudo o que se via,

de uma súcia bem sacana,

dia e noite, noite e dia.

Daí veio a trabuzana.

 

 

O povo cansado disso,

regurgitando a valer,

deu na canalha um sumiço

usou de antiemético o PT

 

 

Saiba o meu representante,

de quem se esperava algo,

que se não fizer o bastante,

de pedradas vai ser alvo.

 

 

O que entra no organismo,

se não for absorvido

(usando vou, de eufemismo),

será sempre devolvido.

 

 

Se esse partido tem dono,

só pode ser ele, o povo.

 E deve sair do abandono,

pra ser eleito de novo.

 

 

Atenção vereador,

prefeito e governador;

não se esqueça o presidente,

que é figura de expoente:

 

 

Depois de levado a peito,

aquilo pra o que foi eleito,

então, que se avise à canalha:

Muito faz quem não atrapalha!

 

 

Esta simplória quadrinha,

com pretensões de ser minha.

É só ouvi-la de novo,

pra perceber que é do povo.

 

 

 

 

 


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