Nauseabunda

 

Eu gostaria de falar sobre a atuação mais recente de nossos representantes políticos mas, em virtude de alguns problemas digestivos, irei deixar para outra ocasião essa matéria nauseabunda.

O termo empregado é pouco comum, mas foi usado por causa da intenção, depois abandonada, da rima fácil ao falar sobre o meu dispensável título de eleitor.

Às caladas de um domingo, como em uma história das mil e uma noites, eles se reúnem e, com um simples “abre-te sésamo!”, perpetram mais um saque contra o tesouro que os sustenta, além de criarem o foro especial, para julgar seus próprios atos de improbidade administrativa.

Não bastasse, nos anões do orçamento, o mau hálito que, segundo alguns, era resultado da proximidade da boca com as partes pudendas, agora vem o restante da trupe, com essa rapina mal cheirosa, que mais parece coisa de urubu.

 

Carlos Gama. www.suacara.com

19 de dezembro de 2002 – 22:02 h

PS: Infelizmente o General Charles De Gaulle estava quase certo, pois um país sério depende de homens sérios.

 

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