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acione a tecla F11 e, para retornar ao normal faça o mesmo. |
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Puta que os pariu! Penso, enquanto minha testa lateja de raiva e impotência. Impotência, sim! Quem leva a vida como cidadão (tomando no rabo) e sem conseguir ver outra imagem que não seja a mesma de sempre, se perpetuando no poder, se sente um impotente. Que merda! Vai continuar o PFL a dar ordens? A todos aqueles que votam de rabo preso, sem raciocinarem ou, apenas, por interesses pessoais e mesquinhos. Puta que os pariu! A todos aqueles que se calam, se acomodam e se acovardam. Puta que os pariu! A todos aqueles que ocupando cargos na esfera pública e, por razões inúmeras, se omitem, sem sequer se envergonharem. Puta que os pariu! A todos aqueles que deveriam fiscalizar contratos
(para isso recebem e, geralmente, muito bem) espúrios ou
não, de concessão de exploração de serviços públicos e não o
fazem. Puta que os pariu! Vocês podem dizer que os termos são chulos, de baixo calão mas, hoje, eu quero que se fodam as opiniões alheias e as possíveis conseqüências desse meu desabafo. Quem não quiser, que não leia. Mas, mesmo assim, vou justificar ou tentar explicar um pouquinho daquilo que me leva a escrever estas poucas e pornográficas linhas. Estou com uma gripe danada, já faz alguns dias.
O corpo quebrado e o ânimo alquebrado, também. Mas, isso é problema
meu! Digo isto, antes que aquele juiz, que julgou e negou o pleito dos
dois aidéticos, venha dizer que: “Todos
somos mortais. Mais dia menos dia, não sabemos quando, estaremos
partindo, alguns, por seu mérito, para ver a face de Deus, isto não
pode ser tido por dano”. O
que eu quero dizer é que, quando estamos fisicamente abatidos, existe
uma predisposição natural para observar a vida em seus aspectos
negativos. Mas, nem por isso menos reais. Ao
contrário de alguns metrôs, como o daquele país do qual imitamos tudo
o que não presta, o da cidade de São Paulo sempre primou pela limpeza,
pela organização e pelo aspecto impoluto de suas estações, instalações
e seus veículos. Aí
você se depara, sem que pudesse imaginar, com uma composição escura,
feia e com aspecto de sujeira, chegando à estação. Haja
humor! Observa
atentamente e começa a fazer as suas conjecturas. Afinal, toda aquela
composição pintada daquela forma e com aquele mau gosto, só poderia
ser resultado das “concessões”, das “mamatas” e das
“mamadas”. Tem
gente que tem a mania de dizer que eu tenho uma visão cítrica, mas,
vamos lá. Querem caminhar
comigo, por entre os limoeiros que povoam a minha mente? Esta
empresa... Qual? A
mesma que comete toda a sorte de desmandos e abusos contra os usuários
de serviços de telefonia e ninguém consegue que os “responsáveis”
pela fiscalização (risos) tomem qualquer medida coibente. Já
azedo, chega-se ao final da linha em busca de uma passagem de ônibus
que leve a Santos. O
relógio marca 11:48 h. e a passagem que lhe vendem é para as 12:15 h.
Que diabos! - pensa você - Com tanta pressa e ter que esperar quase
meia hora. Mas,
tendo em mãos algo de bom para ler, sempre são minimizados os
dissabores da espera. Compra-se umas balas e vai-se ao banheiro... O
quê? Ter que pagar um adicional que equivale a 15% da tarifa do ônibus
intermunicipal, só por uma mijada? É,
isso mesmo! R$ 1,00 para desaguar a bexiga. Porra!
E os R$ 0,59 da taxa de embarque? Sei
lá! Quem deveria saber disso não está nem aí e o povo, capacho,
paga, se cala e depois elege esses mesmos dejetos que aí estão. Assalariado
não tem direito à micção e, se fizer isso à moda canina (no poste),
vai se haver com o representante da lei. A
saída é dar um nó na pingola, para quem pode. Quem, não tem para
isso, o melhor é arrumar um barbante, uma fita e amarrar a “coisa”
para não verter sem querer ou, querendo e sem controle... Bem,
não vou contar qual foi a saída que arrumei. Mas, acabei me sentando
confortavelmente em um daqueles “refresca rabo” bancos de concreto,
saquei do livro “As Crônicas dos Anjos de Prata” com o qual me
presenteou a Ana Luísa e retomei a leitura, interrompida ao final da
viagem no Metrô. Alguma
coisa me distraiu do conteúdo daquelas linhas e eu olhei para o relógio;
eram doze horas, em ponto. E o tal ônibus prestes a partir.
Levantei-me e resolvi olhar o painel do veículo. Estava escrito:
11:45 h - Ponta da Praia. Era
o meu ônibus, com meia hora de adiantamento. Beleza! -Moça:
posso ir nesse? Venderam-me, faz quase quinze minutos, uma passagem para
o ônibus das 12:15 h. mas é uma diferença de meia hora. -Não
senhor! Esse aqui já está atrasado. O senhor vai ter que viajar no próximo. E
você queria que eu não estivesse fulo da vida? Que não rasurasse o
verso destes documentos (uma escritura) para rabiscar esse meu “emputecimento”?
Quem
se doer com isso e pretender me contrariar, ao invés de imprecar contra
mim, que vá... cobrar de seus pares e parceiros a parte que lhes cabe
na solução ou em uma saída para essa bagunça. Já
sei! Não quer, não fica bem, dá trabalho... Sabes,
ao menos, qual o legado que vais deixar para os teus descendentes? Merda! PS:
Já que sobravam quinze minutos e o “coitado” estava reclamando da
coleira, desamarrei o fitilho do pescoço dele e o levei para um passeio
nas instalações sanitárias do botequim, no outro lado da rua. Ainda
bem que os estabelecimentos que lidam com o público (sem concessões,
é claro!) são obrigados a manter instalações sanitárias, e
gratuitas, para o público em geral. -
Que delíiiiiiiiiiciiiiiaaaaaaaaa! Penso
eu, imaginando que a cuba seja a cabeça de qualquer um desses
incompetentes de plantão. Carlos
Gama, www.suacara.com
06 de dezembro de 2001 - 17:17 h. O
que foi dito e muito mal explicado ao início do texto é que, se você
quiser informações mais detalhadas sobre o título vai ter que ir à
fonte, que fica no planalto central.
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