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As ofertas são
mirabolantes, as facilidades incredíveis e o atendimento pós
venda é o mesmo oferecido por todas as concessionárias de
serviços públicos: "marca barbante". Este termo era
usado antigamente, para não ser necessário empregar termos
mais chulos, mas nem por isso menos condizentes com a realidade.
A culpa disso é nossa e, principalmente de nossos
representantes, que nada fazem para melhorar a coisa. O pessoal
do novo governo tem se esforçado, mas o nosso País continua
com cara de "Casa da Maria Joana", onde cada um faz o
que quer e sobra tempo. Em alguns campos até parece uma filial
da Sicília (da parte negativa dessa maravilhosa ilha).
Não vou me ater mais ao assunto, para não tomar muito do seu
tempo, vou fazer um breve comentário sobre as imagens abaixo, e
rezar, rezar muito, para que alguém do governo veja, leia com
atenção e tome alguma medida concreta, ao menos com relação
ao que vou mencionar.
O primeiro e mais fácil caminho é o do contato com a empresa
(qualquer empresa) através do telefone, pois é ali que eles
nos "embromam" e nos levam à beira da loucura e,
depois à desistência pelo cansaço.
A dificuldade começa no acesso (não o acesso de fúria porque
esse eles provocam com toda a certeza), pois é um tal de fala,
fala, fala e tecle x; novamente fala, fala, fala e tecle y (fico
por aqui pois a história é longa e você a conhece, por
experiência própria). Ao final da "via-crúcis"
surge uma voz nasalada (geralmente com tons do "além
túmulo"), apressada (como se fosse remunerada por sílaba
emitida) e que testa a sua capacidade auditiva e a sua
paciência, ao extremo. Se você chegou até aqui é porque teve
a maior sorte, porque o mais usual é "cair a linha" e
você ter que começar do nada (do nada é maneira de falar,
pois você já recomeça com o saco arrastando).
Com o tempo você aprende a fugir desse caminho (ou, quando na
segunda tentativa, com o saco esfolado você desiste do contato
telefônico) e opta, antes de um "acesso", pelo
caminho internético (ou seria infernético?). É aí que vêm
essas duas telinhas e a parte do "imbroglio" digital
(usamos o termo em italiano porque, afinal, a empresa que gerou
o início desta nossa conversa também é italiana).
A imagem a seguir é real, foi compactada para que não
houvesse excesso de peso na página e dificuldade de abertura.
Quem quer que já tenha feito uso ou visto uma página de
qualquer empresa (seja uma concessionária de serviço público
ou não) sabe que ela ocupa a tela inteira do microcomputador.
A parte da tela onde você escreve o que pretende
sugerir, ou reclamar da empresa, é essa "coisinha"
que tem as janelinhas (tão miúdas que parecem janelas de
cortiço). Com tanto espaço em branco, você é capaz de
"adivinhar" o porquê disto, especialmente do diminuto
(ridículo, até!) bucelário*?
* derivado de Buccella:
boquinha. |