Furto Institucionalizado

 

 

“Brasília, 18/02/2005 – O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça instaurou 46 novos processos contra empresas que reduziram a quantidade de seus produtos sem informar devidamente na embalagem, prática conhecida como maquiagem. Grande parte dos processos (34 no total) teve origem a partir de reclamações recebidas nos anos de 2001 e 2002. Com a medida, o DPDC limpa o estoque de denúncias de maquiagem que aguardavam análise“.

http://www.mj.gov.br/noticias/2005/fevereiro/RLS0180205dpdc.htm

As informações acima são o alarde comum que faz o governo, como se sua atuação fosse eficiente e acabasse nos trazendo resultados práticos e palpáveis. Observe-se que os processos instaurados foram resultado de denúncias feitas três ou quatro anos antes. Se, para apurar a veracidade de fatos que estão às escâncaras, nas prateleiras dos supermercados ou das farmácias, a estrutura estatal levou todo este tempo, imagine quando é que veremos tais processos julgados (esquecidos por nós) e o resultado positivo?

Nunca!

Houvesse seriedade de intenções, não precisassem os poderes do estado se conchavar para poder governar e administrar os interesses de seus membros, algumas medidas – nem que fossem Provisórias - poderiam ser tomadas em casos como estes. Fica claramente provado, nestes e em outros tantos exemplos, que tais práticas configuram, no mínimo, aumento abusivo e indevido de preços (uma vez que os preços são mantidos e a quantidade é reduzida). Bastaria que o governo (se pretendesse agir com pulso e seriedade), usando do princípio da eqüidade, sobretaxasse esses produtos na mesma proporção.

Porém, não é somente inépcia do governo, é descaso, é conivência, principalmente.

De nossa parte é o comodismo, a espera pelo paternalismo estatal, quando deveríamos nos unir, divulgar esses nomes, e boicotar seus produtos. Pois é hora de percebermos que o governo, em um país como o nosso - de velhos maus hábitos arraigados - aquele que deveria zelar, proteger os seus tutelados, os violenta, clara e abertamente também.

Por esses e “outros” motivos, algumas empresas, como as da notícia acima, e até as esquecidas indústrias de papel higiênico estão “cagando e andando” para o consumidor e para o seu tutor, um Estado amorfo.

 

Carlos Gama.

22 de fevereiro de 2005 – 10:38 h

 

 

 

 

 

 

 

Lembre-se que eu aguardo a sua visita ao próximo Toque.

 

 

 

 

 

 

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