Abandonando Vícios I

 

O que aqui vai escrito é uma tentativa de repassar experiências frutíferas e muito interessantes a respeito da convivência com os vícios que alguns de nós adquirimos durante a nossa trajetória terrena.

Não existe, em hipótese alguma, a intenção de modificar e, nem sequer tentar impor uma visão diferente da sua  sobre a parte não material do ser humano. Se a sua visão do homem não inclui a certeza de que ele possui uma alma ou um espírito que anime a matéria, talvez você não compreenda e nem aceite o conteúdo deste texto, cuja única finalidade é, apenas, ajudar na solução de um sério problema que aflige a sociedade moderna.

O primeiro, e essencial, passo para o abandono de qualquer vício, é a consciência de que ele contraria a natureza humana, trazendo-lhe sérios prejuízos. Depois, ainda essencial, é a existência da vontade de abandonar a prática viciosa. Bem, talvez já tenhamos o suficiente para tentar abandonar o vício, certo?

Errado!

Outro fator muito importante, e sem o qual fica quase impossível conseguir o nosso intento, é a ajuda Divina.

Quem já tentou, sem esse importantíssimo auxílio, sabe o quanto é difícil e quantos empecilhos acabam surgindo ao longo dessas tentativas.

O espírito humano, depois que deixa o invólucro material, acaba sentindo com mais intensidade a pressão dos hábitos, desejos e vícios que cultuava quando incorporado à matéria. Impossibilitado, pela ausência de um corpo físico, de satisfazer os seus desejos, esse ser imaterial (ou de constituição menos densa) busca a satisfação deles pela aproximação com alguém que cultue os mesmos hábitos. Mesmo que não os use de forma física e intensa, o “companheiro” de vícios usufrui, no mínimo, dos aromas emanados pelo material consumido.

Qualquer tentativa isolada de deixar o uso desses materiais é obstruída pelo “sócio”, que se sente à beira do abandono. Não o encare, porém, como um inimigo, ele é apenas uma vítima do vício e que você atraiu com o uso das mesmas substâncias que o agradam e das quais ele sente falta.

Havemos que pedir, com sinceridade, a ajuda do Mundo Espiritual, para que não soframos obstrução de nosso objetivo. Esse pedido de ajuda, sincero e consciente, pode ser dirigido a quem você queira. O pedido de auxílio pode ser feito diretamente ao ser Supremo – Deus – ou pode ser dirigido a algum outro enviado da Divindade e na ajuda de quem você creia.

As obstruções podem vir em forma de intensificação do desejo de uso, quanto por meio de surgimento de problemas que nos levem de volta àquela “fuga” que é o apoio no hábito, como (desculpa) calmante.

Assim, os dois fatores mais importantes e essenciais nesta luta são: a vontade consciente de abandonar o hábito pernicioso e a ajuda Divina. 

Ajudas complementares, também muito importantes serão abordadas no texto seguinte, e pretendemos que ele aqui esteja com a maior brevidade.

Boa sorte!

Carlos Gama.

18 de setembro de 2002 – 20,43 h

 

 

 

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