Litoral Paulista, Sexta-feira, 1 de Março de 2002

Porto terá mutirão da dengue no dia 14

Da Reportagem

Leopoldo Figueiredo

A Codesp e a Prefeitura de Santos realizarão, no dia 14, um mutirão para combater a dengue no porto, onde há diversos pontos críticos de proliferação do mosquito Aedes aegypti. Até lá, a Autoridade Portuária (Codesp) continuará as ações de erradicação de focos — iniciativas consideradas ‘‘menos minuciosas’’ que as da Administração Municipal — e tentará, se conseguir verbas, a contratação de uma empresa para exterminar criadouros.

O esforço conjunto não poderá ocorrer antes, pois, segundo o secretário de Saúde, Tomas Soderberg, há outras ações já programadas na Cidade, como a campanha nos cemitérios (amanhã) e o megamutirão em todo o município (dia 9). Questionado sobre os motivos de não realizá-la na próxima semana, por exemplo, ele afirmou que a proposta não seria ‘‘viável’’.

A coordenação de esforços entre a Codesp e a Prefeitura foi anunciada no início da noite de ontem, após reunião entre Soderberg, o ouvidor municipal, Álvaro Pereira Pinto, e o diretor Comercial e de Desenvolvimento da Codesp, Sergio Antunes.

Os esforços deverão ser maiores nas áreas consideradas mais críticas, como as regiões de cais do Macuco, onde foram descobertos três pontos de criadouros do mosquito; do Paquetá, com dois, e do Valongo, com um. Os locais foram divulgados pelo secretário de Saúde.

Preparativos — Detalhes do mutirão devem ser definidos na próxima semana. Até o dia 8, por exemplo, o administrador da Codesp, Oswaldo de Mello Machado Júnior, que coordena as ações de combate ao mosquito na companhia, deve marcar reunião com gerentes de terminais privados para reforçar a importância de medidas contra focos do inseto.

Haverá necessidade de preparar os funcionários que a Codesp destacará para atuar ao lado dos 170 agentes da Prefeitura no mutirão. Devem ser acionados os empregados de limpeza (de empresas terceirizadas), o efetivo da Guarda Portuária (50 funcionários) e voluntários portuários.

Entre pessoas da Administração Municipal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Sucen (estas duas últimas, responsáveis pelas ações de saúde no porto) e Corpo de Bombeiros, as autoridades estimam que mais de 300 pessoas atuarão no combate ao mosquito.

Empresa de pragas — Uma medida, destacada como essencial por Antunes, será a contratação de uma empresa especializada em pragas para auxiliar os funcionários da Codesp na erradicação do mosquito. Mas, apesar da proliferação da doença, a medida não deve ser tomada tão facilmente. ‘‘Ainda vou ter de passar a proposta pela área jurídica para ver como poderemos contratar essa empresa, se haverá necessidade de licitação. E ainda temos de ver se teremos dinheiro para isso’’, afirmou o diretor.

Antunes não soube informar quanto tempo levaria para a empresa operar. Atualmente, a Codesp levanta orçamentos e descrições dos serviços.

Codesp — A Autoridade Portuária mantém esforços de combate ao mosquito eliminando possíveis criadouros. Mais de 3 mil pneus, que estavam abandonados no porto, foram recolhidos e vendidos (leiloados). Também estão sendo retiradas as calhas dos armazéns, a maioria entupida.

Para o diretor Sergio Antunes, as medidas adotadas pela companhia são ‘‘rotineiras, ordinárias’’. Ele espera receber orientações da Secretaria de Saúde, que teria medidas ‘‘mais minuciosas, mais pente fino’’.

 

 

A matéria acima é a íntegra da publicação do jornal A Tribuna da cidade de Santos.

O texto em vermelho é de nossa responsabilidade.

Concordamos plenamente com a última afirmativa do diretor da Codesp.
As medidas adotadas pela companhia, no combate à dengue, são, realmente, ordinárias.
Dizem que nossos comentários são jocosos, mas eles apenas refletem a jocosidade dos atos tomados no combate à dengue.

Apesar do aparente descaso, a população pode ficar sossegada porque, no próximo ano eles irão combater o mosquito, com unhas e dentes.

 

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