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Dengue

Inação ou inadequação?

 

 

Não se pode afirmar com segurança, que o crescimento do número de casos de dengue se deva à inação ou à inadequação das práticas adotadas.

Ação, aparentemente, é o que não tem faltado. O que não se sabe, é se estarão sendo suficientes e cabíveis.

Uma campanha de conscientização seria um dos caminhos adequados. Poder-se-ia obter excelentes resultados com a veiculação de uma dramatização deste mau exemplo, que é o cidadão (sic) se recusar a colaborar para o controle da praga. Ele age assim, geralmente, partindo do pressuposto de que seus vizinhos também vão se recusar. Esse comportamento errôneo, gera um ciclo vicioso que contribui, enormemente, para a não erradicação do mal. Outro dos fatores que contribui para a subsistência dos focos domésticos, é o desconhecimento sobre o período de incubação. É muito comum ouvir frases como essa: Não vai ser em uma "semaninha" que o bicho vai sair por aí voando!

O período de incubação varia de 3 a 14 dias. Mais comumente, porém, entre 7 e 10 dias.

Uma campanha bem feita e eficiente, mostrando que a dengue também ocasiona a morte, poderia ajudar na conscientização e levar à colaboração mais efetiva da população.

Mas, não adianta pressionar e tentar conscientizar o cidadão comum a combater as larvas do mosquito, nas residências, se, nas áreas sob controle do poder público, a mesma prática não for adotada.

Há que salientar, também, que o mesmo mosquito transmissor da dengue, pode ser o portador da Febre Amarela. E a conseqüência, para 8% dos infectados é, seguramente, a morte.

 

 


Não foi uma única vez que tentamos mostrar, através de mensagens enviadas a muitas das autoridades competentes que, alguns locais de criadouro (talvez os mais importantes e eficientes criatórios) não estavam sendo observados e o mal que poderia e deveria ser combatido com eficácia, estava sendo relegado a segundo plano.

Nestas horas e neste silêncio, é que a descrença nos assalta e nem sabemos a que conclusões chegar. Temos as nossas dúvidas, se isto a alguém interessa e será uma atroz conivência ou desleixo e pura incompetência.

Hoje (em abril de 2008) se tem certeza que, quando o poder público não "crê" que o mal possa bater à porta, o e povo pensa e aje da mesma forma, achando que "com ele não acontece", só se pode chegar ao atual resultado:

Agora, a dengue se instalou definitivamente e cresce como uma epidemia, ceifando vidas todos os dias.

O Grande Cafetão 

Dengue no Porto

 

Plano de Governo 1995


Como evitar:



A única forma de evitar a dengue é acabar com todos os locais onde se acumula água parada - os criadouros onde o mosquito Aedes aegypti se desenvolve. Aqui vão algumas orientações para tentar evitar o problema.

Elimine o acúmulo de água nos pratos dos vasos de plantas e xaxins. 
Lave  os bebedouros de aves e animais e troque a água duas vezes por semana. 
Mantenha bem tampados, os poços, as caixas d'água, os tambores e outros depósitos de água. 
Caso tenha piscina em casa, mantenha a água, sempre, adequadamente tratada. 
Guarde garrafas vazias ou qualquer outro recipiente fora de uso, de cabeça para baixo. 


Principais sintomas: 


Febre alta e prolongada. 
Dor de cabeça e dor nos olhos, músculos e juntas. 
Manchas avermelhadas no corpo inteiro 
Eventuais sangramentos da gengiva e nariz. 
Falta de apetite e muita fraqueza. 

A pessoa com dengue deve ficar em repouso, beber muito líquido e procurar o médico imediatamente.



Dengue hemorrágica:



Mais grave, a dengue hemorrágica apresenta, inicialmente, os mesmos sintomas da dengue comum. Quando a febre acaba, entretanto, ocorrem sangramentos, queda de pressão e fortes dores no abdômen. Os lábios ficam roxos e o doente alterna sonolência e agitação. A dengue hemorrágica pode levar à morte.


Cuidado!

 

Ao primeiro sintoma, não hesite; procure um médico ou posto de saúde.

 

31 de janeiro de 2002 - 21:04 h

 

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