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Implicante,
eu?
Realmente, a maioria de minhas observações é
crítica, mas é minha forma natural de tentar colaborar,
para que as coisas que estão erradas voltem a seus lugares.
Eram 13:35 de hoje, segunda-feira, 08 de junho de 2009, quando eu
cheguei no ponto de parada de ônibus, que fica em frente ao
Instituto Dona Escolástica Rosa, uma escola centenária,
das mais tradicionais na Cidade de Santos e a primeira escola profissionalizante
do país, que ostenta bela estampa externa e, infelizmente,
tem suas oficinas em lamentável estado de deterioração
e abandono. Enquanto esperava por um ônibus seletivo, que me
levasse à Avenida Conselheiro Nébias, eu pude descansar
a vista com a beleza do mar calmo e esverdeado, com as palmeiras levemente
agitadas pela brisa e, vez ou outra, com a imagem de um navio cargueiro
em trânsito. Esperei, esperei e, por volta das 14:15, já
tendo perdido o horário para um compromisso, que seria quinze
minutos antes desse horário, eu embarquei num coletivo de outra
linha e fui dar com os costados no bairro do Gonzaga, para tomar um
café com meu amigo Brizolinha. Tinham sido 40 minutos de estada
junto daquele ponto de ônibus, onde pude observar também
que, desde 13:35 até 14:10, não havia passado nenhum
coletivo das linhas 191 e 25. Entretanto, nesse horário vieram
três coletivos da linha 191 encarreiradinhos - como diria o
caipira - ou, um na bunda do outro - como digo eu - e, logo em seguida,
na mesma condição, dois coletivos da linha 25. A administração
pública, na cidade de Santos, que é quem faz as concessões
de exploração de transporte coletivo, não quer
nada com o batente e, aí, você diz que eu sou implicante.
Além do mar esverdeado, das palmeiras e dos navios cargueiros,
eu pude observar, também, um automóvel em alta velocidade,
bem em frente ao colégio (com policiamento na porta), para
depois ouvir a acentuada redução de marcha, logo depois
da escola. Foi então, que eu percebi o radar instalado mais
adiante, pouco antes da faixa de segurança e do semáforo,
que ficam bem em frente a uma moderna lanchonete, dessas exploradas
por sistema de franquia de empresa estrangeira. E, mais, em frente
ao colégio estão os pontos de ônibus, dos dois
lados da avenida e os estudantes atravessam em meio ao intenso tráfego
de veículos, sem semáforo, sem faixa de segurança
e sem radar. Bem, aí já não é questão
de não querer nada com o batente, é pura falta de vergonha
e, com certeza a coisa não pára por aí.
Santos, 08 de junho de 2009.
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