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Fumoir
As deformações a que sujeitam o instituto do direito
são tão intensas, tão constantes, que as leis
acabam nem sendo reconhecidas e muito menos respeitadas.
A sociedade humana está em tal estado de decadência,
que os legisladores pensam poder - ou fingem querer - minimizar os
problemas mais sérios, através de cortinas de fumaça.
Todos os dias (aí vai um tanto de exagero, porque eles só
trabalham três dias por semana) são aprovadas novas regras,
cujo objetivo claro, para quem domina a capacidade de análise
e de raciocínio, nada mais são que formas grosseiras
de desviar a atenção dos néscios, da realidade
a que estamos expostos. A lei abunda (faltou uma vírgula ou
um espaço?). Talvez, os dois.
A lei antifumo é mais uma destas aberrações jurídicas
e não somente porque este vício é muito menos
pernicioso do que o álcool, mas especialmente porque transfere
ao comerciante o ônus e a responsabilidade de coibir o consumo
do cigarro dentro de seu estabelecimento comercial, sob pena de severas
sanções.
Pelo andar da carroça, parece que o comerciante vai ter de
apelar para a ajuda da polícia que, afinal, não tem
mesmo muito o que fazer.
De noite, nós fumo ir mas...Encerra!
Santos, 05 de maio de 2009.
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