Engodos Estatísticos

 

É descabida a forma como somos conduzidos, como nossa pretensa "opinião" vai sendo formada, baseada em valores impróprios, em verdades fabricadas, em histórias contadas por ilusionistas verbais, ou nas mentiras plantadas por enganadores oficiais. Vivemos num país de faz-de-conta e nos sentimos satisfeitos, temos a ilusão de que somos cidadãos de um país de verdade.

No segundo semestre de 2008, alguns organismos cuja atividade é fazer pesquisas e divulgar estatísticas, nos ofereceram informações a respeito do crescimento do poder econômico das classes mais miseráveis; a maioria da população brasileira. Mostraram-nos eles que, 3 milhões de brasileiros deixaram a faixa da pobreza e, ainda segundo eles, estas pessoas passaram a ganhar mais de R$ 207,50 por mês, o que, na realidade honesta, significa que saíram da linha da miséria desvalida e ascenderam ao patamar da miserabilidade assistida.

É tal o caradurismo do poder público, é tal a sem-vergonhice dos órgãos de informação, que já não se sabe mais o que não é mentira, porque eles ainda têm a desfaçatez de creditarem esta farsa estatística à austeridade nos gastos públicos.

O pior destas tais "estatísticas" é que conseguiram provar (pelas regras e teorias encomendadas, claro) que mais da metade da população brasileira pertence à classe média.

Que merdáceo!

Somos, realmente, um país de sem-vergonhas.

 

Aderimos ao F.A.R.O.