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Embananando
Técnico em agricultura, área afim ou, até, praticante
(aquele que é o dono da bola e sem a qual não tem pelada)
de futebol de rua é a impressão que temos a respeito
do governador do Estado de São Paulo. Afinal, desde que deu
mostras de pleitear ocupar a "Granja do Torto" (o nome é
sugestivo e se adéqua perfeitamente a todos os que a ocupam
oficialmente) vive embananando o meio-de-campo, chutando pelas laterais,
rasgando de bico qualquer bola que pingue na sua frente e ensaiando
também escorregadelas em cascas de banana.
Você já percebeu que a palavra banana e até derivativas
surgiram nessas poucas linhas e já sabe, provavelmente, que
vamos falar da última norma, do último decreto do ocupante
do palácio do Morumbi, que trata da importante matéria:
a banana (feminino).
Todos os pré-candidatos a cargos públicos usam do artifício
do evidenciarem-se, qualquer que seja o meio para isso, e o governador
de São Paulo não foge à regra. Depois de criar
o "Esquadrão da Fumaça" e de baixar uma norma
discutível, com todos os resquícios de ilegalidade,
onde tenta imputar a terceiros a responsabilidade pela fiscalização
do consumo de cigarro em áreas públicas restritas, agora
volta a seu espaço preferido, apresentando ao público
o decreto (o nome correto deveria ser "decrépito ")
que determina a obrigatoriedade de venda de banana (fruta) a peso.
Enquanto ele se achar pré-candidato, não se duvide da
possibilidade de novas regras, que determinem a venda a peso de outros
produtos hortifrutigranjeiros, que sempre podem apresentar tamanho
variado. Já imaginou que graça seria chegar na feira
e pedir duzentos gramas de ovos ou meio quilo de alfaces, só
porque um postulante a qualquer coisa assim o decidiu?
Valha-nos o diabo e recolha seus aprendizes.
Será que mudar o nome da tal "granja" ajuda a melhorar
os postulantes?
Santos, 03 de julho de 2009.
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