O Brasil, os Bancos e a Casa da Candinha

 

O Brasil, ainda continua nos velhos tempos da Casa de Candinha: uma grande zona!

Se você pensa que ficaram esquecidos os “serviços” de telefonia, engana-se, eles estão incluídos nas atividades de prostituição da Casa da Candinha (conheça-a) e no conteúdo deste texto.

Quem deveria saber fazer valer o peso de seu voto não o faz, porque troca esse direito por promessas e conchavos com politiqueiros profissionais.

Quem deveria cumprir suas funções públicas não o faz como deveria, porque politiqueiro não trabalha em prol da nação, faz somente acordos pessoais. Com isso e por isso os banqueiros velejam nos mares espelhados das facilidades e do dinheiro fácil e o povo, em contrapartida, naufraga nas tempestades geradas por sua inconseqüência e pela inépcia do podrer público que o representa.

São vários os exemplos - que abrangem um passado recente – de banqueiros nacionais e estrangeiros levando vantagem e prejudicando o povo (direta ou indiretamente), por conta da conveniente “incapacidade”  de quem deveria fiscalizar, e da impunidade que permitem as regras do país.

Além desses atos, em menor quantidade e maior vulto (rombos e golpes), existem aqueles de menor vulto, mas em quantidades assombrosas (são taxas e serviços imorais e indevidos), além do mau serviço prestado àqueles que os sustentam (os correntistas cujos salários, pensões e soldos não recebem nenhuma remuneração), os bancos ainda usam esse numerário em empréstimos a taxas escorchantes. É o poder do dinheiro conduzindo a sociedade, como uma manada incapaz de reagir com lógica.

Depois de toda a digressão preliminar, é melhor concluir com lógica e presteza o assunto que nos trouxe até aqui: serviços bancários e telefonia.

Com o evento da internet, além das facilidades oferecidas ao público (ilusão), as instituições bancárias anteviram mais uma possibilidade de aumentar seus lucros através da redução de seu quadro funcional. São as máquinas do banco e os computadores dos clientes substituindo a mão-de-obra humana. Quando o sistema funciona, o cliente tem alguma satisfação, mas não são todos os bancos que se preocupam com um bom atendimento e quando isso ocorre, o desgaste emocional é imenso, o tempo perdido é irrecuperável e as despesas efetuadas são injustas.

Foi o que ocorreu com o palhaço, ontem e hoje,  ao tentar fazer uma transferência de valor de pequena monta, do Bradesco para uma outra instituição bancária onde também mantém conta. Teve que ir ao telefone (é a terceira vez que isso ocorre) para que desbloqueassem a tal operação (é o banco não querendo correr riscos e transformando o moderno, em um penoso e arcaico sistema operacional, que atende somente aos seus interesses econômicos).

Mas não fica somente nisso, o cliente tem que usar a linha telefônica comum, pagando por isso.

Aí entram as “mutretas” e os “conchavos” mantidos e urdidos pelos “exploradores” oficiais dos sistemas de telefonia. Ouviu-se dizer, não se sabe onde, nem de quem, que as áreas mais próximas, mesmo que em municípios diversos, estariam cobertas por telefonia com tarifa local. Deve ter sido conversa fiada, porque minha casa dista 2.500 metros do município de São Sebastião e eu pago tarifa interurbana. Pois foi o que ocorreu, hoje, para que o palhaço pudesse “desbloquear” (conseguir autorização do Bradesco) a transferência de uns míseros caraminguás de sua conta escorrente.

-A Casa da Candinha e seus freqüentadores?

-Vão muito bem, obrigado!

 

Carlos Gama www.suacara.com

18 de novembro de 2004 – 19,19 h