Bibelô

 

 

Faz tempo que não o vejo. Eu o vi uma vez ou duas, talvez, nestes últimos seis ou sete anos. Depois que assumiu uma segunda companheira de jornada, de origem nordestina, ele resolveu ir morar em Cabrália. Pensando que lá estivesse, ainda, perguntei ao Magrão, seu velho companheiro de trabalho, como é que ia indo o nosso velho amigo.

-Ah, abandonou o litoral da Bahia e embrenhou-se pelo sertão de Alagoas – diz-me ele.

-Será que virou cangaceiro?

-Bem, se virou, leva a vantagem de não precisar usar arma.

Depois de rirmos bastante, por causa da razão desta observação, ele continua a contar as novidades.

-Soube que eles adotaram um outro menino. Agora são dois filhos.

-Vão ser dois machos, como poucos terão sido vistos – comento.

-É verdade! Se não tiveram medo da cara do pai, não terão medo de mais nada. Afinal, mais feio que o “Bibelô de Bruxa”, vai ser difícil encontrar.

 

Carlos Gama. www.suacara.com

 

15 de dezembro de 2003 – 00,38


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