As Razões de Nossa Cara de Palhaço?

 

A falta de cultura. Não exatamente falta de instrução, mas de cultura, em todos os sentidos. A falta de vontade e de interesse por mudar os modelos instituídos e mantidos por aqueles que se locupletam dessa nossa condição de servilismo e apatia.

A preguiça. Isso mesmo! Preguiça. Preguiça de raciocinar, de analisar os fatos dos quais tomamos conhecimento. A nossa mente é conduzida pelos canais de informação de que dispõe a sociedade moderna: a chamada mídia - jornais, revistas, rádio, televisão - agora mais recentemente, até, a Internet, cujas páginas de maior divulgação e penetração, são comandadas pelos mesmos grupos que conduzem a imprensa comum, impressa, e os meios televisivos de comunicação de massa. Ambos os caminhos, plenos de visão e de alcance, porém, completamente vazios de ética e de preocupação para com o resultado pernicioso, resultante de seu parcialismo informativo. Em conseqüência disso, nos tornamos verdadeiros palhaços, rindo quando deveríamos estar chorando.

O comodismo. Que poderia estar incluído no espaço acima mas esse nosso comodismo tem um quê de paternalismo, como componente. Isso mesmo! Uma necessidade de sermos, sempre, protegidos ou defendidos por algum elemento que esteja fora de nós. Gostamos de ficar na condição de vítimas indefesas e, com isso, não tomamos a iniciativa da luta, em defesa de nossos interesses e de nossos direitos.

A reversão. A mudança começa com a insatisfação aliada à vontade de mudar o quadro e, para isso, há que se ter consciência da realidade e disposição para promover essas alterações.

Sugestão: você pode começar a se interessar por acompanhar as atitudes e o comportamento real daqueles que invadem a sua casa (pela televisão e pelo rádio), a sua visão (pelos painéis espalhados pelas cidades) e os seus ouvidos (pelos alto-falantes) e não permitir, assim, que a falsa propaganda exerça influência sobre o seu voto. Tenha em mente, sempre, que o caminho da mudança é o consciente exercício de seu direito ao voto, que é elegendo o seu representante, com responsabilidade, que você vai ajudar a mudar o país e a sua condição de vida.

Carlos D. N. da Gama Neto - 27 de Setembro de 2000

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