"Cada povo tem o governo que merece" 

De onde veio este provérbio?

 

Será ele uma realidade incontestável, ou um sofisma bem engendrado ? 

A maioria de nós se comporta, em nossa inércia, como a escória putrescente de qualquer imagem social, e "eles", nada mais são do que os corvos, à espreita do momento crucial de devorarem a carniça desta sociedade cujos  órgãos faliram.

As casas legislativas, espelho da democracia, foram transformadas em meros balcões de negociatas, onde pululam os mais abomináveis rapinantes, em busca de tudo aquilo que possa lhes minimizar o apetite irrefreável.

A releitura, há instantes, de uma crônica de Raquel de Queiroz (publicada em O Cruzeiro de 13 de junho de 1964), provocou o despertar para a cruel realidade sobre a política brasileira:

"A política é a arte da maldade e o trânsito por ela se faz em um único caminho: o da degradação. A outra opção, para aqueles poucos que não se ombreiam com os maus, é o abismo".

Carlos Gama.

27 de março de 2005

 

 

 

 

"O chantagista caradura"

 

Dolorosas informações chegam ao conhecimento do público através de algumas publicações na imprensa, a respeito do atual presidente da Câmara Federal e de seus correligionários.

Começa-se pela forma como chegou ao estrelato: prometendo aos seus pares um imoral (como quase tudo o que por ali ocorre) aumento em seus fabulosos salários.

Desviado de seus intentos, pela grita popular, Severino "O Cavoucante" (Deputado por Pernambuco) encontrou um outro desvão e por ali esgueirou-se, no comando a mais alguns golpes contra os cofres públicos. 

No primeiro assalto conseguiu aprovar o aumento das verbas de gabinete para si e para seus pares, na mesma proporção do anteriormente pretendido aumento de salários. Elevaram a tal "verba" individual, de trinta e cinco mil para 44.000 reais mensais.

Encabeçou, também, a sua quadrilha de pivetes em um outro assalto que, só na liberação de quatro projetos engavetados, arrombou os cofres públicos em mais 30 bilhões de reais.

Mais adiante, como qualquer marginal de baixa categoria, ameaçou bandear-se de pasto, caso o Presidente da República não acedesse à sua determinação de nomear um dos membros de seu bando, para ocupar o Ministério das Comunicações. O tal pretendido, o  Deputado piauiense Ciro Nogueira, reza pela mesma cartilha que seu padrinho e já foi afastado de funções dentro da própria Câmara, sob a acusação de velhacarias imobiliárias com o patrimônio da casa. Por esta falcatrua ele responde a processo (será que vai dar em alguma coisa?).

Outra figura ímpar é o presidente do bando, o Deputado carioca  Pedro Corrêa, sob investigação de participação na máfia dos combustíveis e de sonegação de impostos.

Um dos líderes da facção, o Deputado paranaense José Janene, responde a inúmeros processos junto ao Supremo Tribunal Federal, que vão de fraudes em licitações públicas a acusações de sonegação fiscal que podem atingir a cifra de quatro milhões (quatro milhões de reais, somente em sonegações das quais se tem conhecimento). 

O ambiente político é muito sórdido.

Saiba você que esse mesmo representante do eleitorado, tem em suas mãos o poder de determinar a ocupação de vários cargos importantes na administração pública federal e, dentre, eles estão a a Diretoria de Abastecimento da Petrobrás, a Diretoria de riscos do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) e a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde. Só estes são responsáveis por contratos que ultrapassam a casa dos 8 bilhões de reais por ano.

Quando a coisa é pública, o ovelheiro é sempre o lobo.

Conchavos, conluios, tramas e conspirações são algumas palavras essenciais no dicionário político.

Te cuida Brasil!

Uma rima. Ah! Uma rima...

 

 

 

Volte, mas calce as botas.

 

 

Paciência! A merda nunca acaba.